Muita gente pode achar estranha essa minha fascinação pelo fim do mundo. Eu mesmo não a entendo, às vezes.
Mas o que me fascina não é o fim propriamente dito, e sim como todos nós reagiríamos perante uma situação como essa. Como nos sentiríamos ao receber a notícia de que algo acabaria com a maior parte da vida no planeta. Como alguém se sentiria sendo um dos poucos (ou talvez até o único) sobrevivente de um evento como esse. Ou como seríamos novamente unidos em sociedade depois de um acontecimento catastrófico. É isso que me interessa. Como as pessoas lidariam com isso.
Já cheguei a pensar que essa minha obsessão viesse do fato de eu ter lido muitos quadrinhos quando era mais novo. Mas acho improvável, já que raras foram as histórias que li que se passavam em ambientes assim. O que mais acho provável que isso tenha se originado do medo que eu sentia de um jogo de Mega Drive chamado Terminator 2: Judgement Day. Sim, quando eu tinha meus 7, 8 anos de idade, eu me borrava de medo desse jogo. E o mais triste é que era um dos poucos que eu tinha, então não me restava escolha a não ser jogar.
Mas enfim, todos devem conhecer a história por trás do jogo: um super computador se tornou consciente, e vendo a humanidade como uma ameaça, inicia uma guerra nuclear que dizima praticamente toda a população da Terra. Mas o que me dava medo não eram os robôs que tentavam me matar no jogo, e sim o cenário. Toda aquela destruição. Imaginava como seria viver num mundo daquele jeito.
Com o passar do tempo, esse medo virou interesse. Comecei a procurar filmes que tratavam do tema apocalíptico de formas diferentes: eventos da natureza, guerras, doenças, zumbis, etc. Esse me interesse me fez conhecer a distopia. Pra quem não sabe, a distopia é exatamente o oposto da utopia. São sociedades controladas por governos totalitários, onde o povo é oprimido e submetido à vontade de poucos governantes, verdadeiros ditadores.
E todo esse interesse acabou enchendo minha cabeça com estes temas, e uma hora, tive vontade de colocar tudo pra fora. Vontade de escrever textos, histórias ou seja lá como chamar, sobre o assunto e ver como ficariam, mas não com a ideia de mostrar por aí. Até que conversando com meu 'irmão' (entre aspas porque não somos irmãos mesmo, mas a consideração é talvez até maior do que seria caso fossemos) Rodolfo, e ele disse que os textos eram legais e eu devia mostrar pra mais gente. Então é o que eu provavelmente faça.
Não sei se vai ser comum escrever aqui, mas sempre que tiver alguma ideia nova, será postada.
Enfim, é isso aí.
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